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domingo, 3 de abril de 2011

Descobertas

Além daquelas descobertas simples e visuais que tive no primeiro contato com o herbie, de tempo em tempo eu descobria algo que me assustava, me deixava admirada ou me surpreendia. Nunca saquei nada de mecânica de carro algum, então o susto não foi tão grande assim ao notar a diferença de um motor para o outro, tanto que no começo ficava confusa. Depois de me acostumar com o fusca, fui notar melhor o carro do meu pai, achei um absurdo o motor ser no capô, e ser para baixo poxa (muito mais complicado de arrumar se quebrasse o cabo do acelerador hahahaha), e além do mais a visão frontal é muito mais ampla. Prefiro o meu herbie! (:
Ah, o cabo do acelerador... este mal que me aflige constantemente.
Pois foi a descoberta que me provocou uma mistura de sentimentos e sensações, tipo AAHHH É ASSIM? O_O  Poxa eu nunca imaginaria, tão simples e tão lógico. Um cabinho que ao pisar vai puxando e acionando o motor. Um cabo que passa de um lado a outro, aliás deve ser por isso que nos outros carros o motor é na frente, pra encurtar o trajeto, será? Bom daí não sei, entedo de fusca uai! euheuiehieu
Uns dizem que o cabo do acelerador do meu fusca vive quebrando porque eu tenho distúrbios, e "carco" fundo o pé, outros que eu sou bem filha do meu pai mesmo, mas eu sou da teoria que tem problema no trajeto do cabo, só pode. Devem ter sido umas 7 ou 13 vezes que quebrou. Mas ainda que nunca foi num lugar ermo, e onde pegava o celular pra Rose ligar pra um dos supertios vir socorrer ou passar as instruções por telefone mesmo.
Uma vez meu tio passou todas as instruções por celular pra eu trocar o cabo do acelerador. Eu tinha grana só pra comprar o cabo mesmo, não pra pagar um mecânico. Pobre, mas persistente. Coloca o cabo e vai empurrando, tem que sair lá no meio do motor num furinho, saiu? Não :S Tão simples, mas tão marrento. Foi a luta. Em torno de 1 ou 3 horas. Tava tudo okays! Funcionando como nunca. Sorriso de orelha a orelha, agora com um cabo reserva no porta-luvas, ia eu cantarolando, porque rádio tinha, mas funcionar é outros quinhentos... Buzina tinha, mas funcionar... Sinaleiras tinha, mas funcionar... Pisca esquerdo tinha, mas funcionar... Velocímetro tinha, mas funcionar... Um fusca ela tinha, mas funcionar... ué andar ele andava poxa!

Depois disso já me sentia a entendedora de carros.
Mal sabia eu, que precisava saber muito mais do que onde ia a rebimboca da parafuseta.
Mas pra uma loira (não me subestimem) já estava de bom tamanho... por enquanto ;)



Beijos da loira (ressalto) inteligente do fusca!

domingo, 27 de março de 2011

Piadinha

Quem nunca foi no google e digitou alguma coisa só pra ver o que aparece. Fui ali agorinha pouco e digitei: A LOIRA E O FUSCA pra ver se meu blog aparecia, poucas esperanças de que estivesse até na segunda página.
A primeira página inteira apareceu uma piadinha infame que reproduzo pra vocês:

Uma loira estava viajando sozinha pela estrada com o seu reluzente fusca 78 que, de repente, começou a engasgar e parou na beira da estrada.

A loira ficou desesperada e foi pedir ajuda, quando aconteceu uma incrível coincidência, digna de piadas sem graça: Passou um outro fusca, com uma outra loira, que parou no acostamento e gritou, eufórica:

- Oi amiga!
Qual o problema?
- Ai, eu não sei... Estou desesperada! Vou abrir o capô pra ver se descubro...
Depois de alguns minutos tentando, ela conseguiu abrir o capô do fusca e exclamou, assustada:
- Ah, meu Deus! Eu não acredito! Roubaram o meu motor!

A outra loira ficou desesperada, correu para o seu Fusca, abriu a tampa traseira e disse, aliviada:
- Ai, amiga... Estamos salvas... Por sorte, eu tenho um motor reserva no meu porta-malas!



Só uma indagação, se riram mais da piada do que meus posts anteriores?
Acho que o título do meu blog remete à piadas.



Beijo da loira inteligente do fusca! ;)

domingo, 20 de março de 2011

O primeiro contato *-*

Papéis assinados, chave na mão, aliás chaves na mão, uma pra porta, duas pro tanque, uma que não sei até hoje para o que serve e outra pra ligar. Fusca na garagem, só eu e ele. Eu sentada na escada olhando... olhando... Tanto que já andei de bicicleta e guarda-chuva e agora os tempos seriam outros. A cor não era bonita, as rodas já meio enferrujadas, um paralama destoava do bege que prevalecia, carro de colono, tinha terra no assoalho. Mas mesmo assim eu olhava sem ver os defeitos, deslumbrada. Era meu. Agora eu iria mais longe. Agora! Nunca havia sequer sentado no banco do motorista de um fusca, achei que era defeito os pedais serem tão pra cima, mas eu estava determinada. Liguei para o meu tio que morava no outro lado da cidade e disse que eu tava indo...
Coração palpitante, estava suando frio. Coloquei a chave na ignição e girei. Girei de novo e, novamente... Não ligava. O vizinho, olhando a cena, me deu a dica: quando for dar a partida acelera um pouco que ele liga. O portão estava aberto, mas havia um estreito corredor para chegar até ele e, antes do corredor a área do vizinho, churrasqueira no canto. E novamente eu tentaria dar a partida, mas agora eu sabia o segredo e seria de primeira. Soltei o freio de mão, engatei a ré, girei a chave e acelerei com tudo. Onde fui parar? Há 10 cm da churrasqueira do vizinho, com um resto de paralama. Minha primeira experiência, minha primeira lágrima pelo fusca, minha primeira batida. Liguei pro meu pai desesperada, morávamos sozinhos, eu e meu irmão. Ele sorriu e disse: descobriu porquê um fusca?
Mas eu estava desconsolada. Poxa, já tinha batido sem mesmo dar umas voltas.
E quem disse que eu desisti? No outro dia pela manhã bem cedo, liguei pra minha melhor, minha amiga e parcera de aventuras. Vamos juntas até a outra cidade pagar umas contas? Como? De fusca uai. Dessa vez deu tudo certo, tirando o nervosismo que nem era tanto, e a chuva que era um tanto forte. Paralama batido, descobri que o velocímetro não funcionava e, da pior forma, que o marcador de combustível também não. 26km se não me engano. A Gé era a buzinista, seria copiloto assim que tirasse a carteira de habilitação também. Buzinava pra tudo e todos, náo conseguíamos parar de rir. Aliás, fizemos uma pausa, quando algo mudou. O herbie parou, do nada, simplesmente parou. Estacionei no susto ali no acostamento. Ergui a tampa do motor, pra quê? Descobri que o motor do fusca era que nem motor de geladeira ieuhieuheiuhe Mas não sabia dizer nada além de há, deve ser parte elétrica euiheuieheiueh. Liguei pra um outro tio (eu tenho centenas de tios), que veio na mesma hora e trouxe um mecânico. Pra quê? Pra descobrir que não tinha gasolina isso sim.
Bom, problema resolvido. Tanque abastecido e estávamos prontos pra outra: o fusca, a loira e a morena.
Agora eu sabia que não podia confiar em ponteiro nenhum do herbie. Ele ainda não estava amistoso comigo, mas eu iria conquistá-lo ainda.

Beijão da loira do fusca!